17 de nov de 2008

(I) Notas de viagem DEFORMES 2008: Valdívia > trânsito Brasil-Argentina-Chile

[Foto: caminho Córdoba-Mendoza, quase chegando à segunda]

"Xepa partiu finalmente rumo ao Chile, para estar presente na Segunda Bienal Internacional de Performance – Deformes 2008.

Sem Marcelino, sem Marco Paulo, deixei o terminal de ônibus de Córdoba (Argentina) às 22:30h de ontem, domingo. Chego diretamente à cidade de Valdívia, sul do Chile, onde já foi iniciado o segundo módulo da Bienal (em Santiago de 4 a 15 e em Valdívia de 15 a 22 de novembro). Estarei no terminal dessa cidade cheia de histórias de inundações/desaparecimento e reaparecimento/ruínas às 6h da manhã de terça-feira, dia 18.

Como disse Marcelino, todo o nosso processo de exercícios de gestão para levar Xepa ao Chile constitui, de maneira bastante densa, um DESPLAZAMIENTO – um dos focos da curadoria da Bienal, coordenada por Gonzalo Rabanal, artista e gestor chileno.

Junto com Marco Paulo Rolla e Marcelino Peixoto, e mais tarde com Marcelino (e sempre com Marcelo Márquez, nosso grande colaborador), passamos por todo tipo de situações – algumas burocráticas, práticas, outras extremamente afetivas – e humores, sofremos juntos cada mudança e/ou adaptação nos planos até que, por exercício de sensatez e de percepção de ‘fim’, constatamos que não estaríamos no Chile agora. Logo depois veio o exercício de potência, de fazer o que se pode com o que se tem (movimento chave do Xepa), e então, depois de somar cada porção de recursos que cada um dos dois tinha (e não tinha), sigo de ônibus a Valdívia, só e bem acompanhada, com muita disposição de presença e quase nenhuma paciência.

Partimos (uso o plural porque é Xepa que viaja) com o compromisso de exibir em Valdívia algum dos trabalhos em vídeo e realizar um bate-papo com estudantes e artistas locais, sobre obras e estratégias de atuação do Coletivo. O projeto de ação/intervenção proposto e aprovado antes – a construção de ruínas através de ação da série Edificação e Queda dos Corpos – não será realizado, pelo menos não dessa vez, por falta de infra-estrutura (a Bienal se realiza, no fim das contas, a partir da soma de recursos e apoios conseguidos por cada artista convidado, através de gestão própria em seu respectivo país de origem).

Xepa em trânsito.

V.G."

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